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Posted by  in Notícias

“Conta-se nos meios jornalísticos que, na preparação para o lançamento das televisões privadas em Portugal, o responsável pela TVI, Roberto Carneiro, se deslocou a França para estudar formas de cooperação com uma cadeia local. Mas quando se apresentou como o presidente da televisão da Igreja, o seu homólogo francês não pode conter uma catadupa de gargalhadas, e, ainda a rir, explicou que ao longo da sua vida profissional apenas vira na televisão gente ligada ao Diabo. Aquela era a primeira vez que encontrara um emissário de Deus”.

É José Rodrigues dos Santos em “O que é comunicação” que nos conta a história que, narrada como verídica, talvez até não passe de uma mera anedota.

Seja como for, ela é reveladora de uma certa desconfiança em relação aos meios de comunicação de massa que se cristalizou no chamado “legado do medo”, que se seguiu à I Guerra Mundial, e que teve início com a primeira teoria sobre os efeitos dos mesmos  – a teoria das balas mágicas, assente no modelo behaviorista estímulo-resposta.

Popularizada a partir de 1920, a teoria fundava-se no conceito de que processo de comunicação é semelhante ao que se passa numa carreira de tiro: basta atingir o alvo para que este caia. A sociedade moderna era então vista como átomos de indivíduos aglomerados em massas uniformes que respondiam de forma imediata e direta aos estímulos da comunicação social. Quem lesse ou escutasse uma mensagem passaria a atuar como um zombie telecomandado. A comunicação era omnipotente e sugeria a existência de uma grande cabala para enganar populações inteiras em favor de determinados interesses.

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