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Um elenco de mais de 40 pessoas na Descoberta do texto de Tennessee Williams
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Posted by  in Espetáculos

“Camino Real”

de Tennessee Williams

I – A Descoberta

16 junho I Cineteatro Municipal de Serpa I 21h30


A Baal17 – Companhia de Teatro, em conjunto com a Oficina de Teatro de Serpa (grupo amador tutorado pela Baal17) e a Comunidade Local apresentam “Camino Real”, de Tennessee Williams. O projeto, que irá culminar em setembro com um espetáculo de rua de grande dimensão, conhece três fases a que a Companhia chamou de I – A Descoberta; II – A Inquietação e III – A Celebração.
Numa primeira aproximação à obra juntam-se em palco atores profissionais e amadores, músicos, desportistas, cantadores, novos e velhos, gente que nunca fez teatro na vida e gente que há muito tempo não o experimentava. São mais de 40 pessoas em palco na Descoberta daquele que é considerado o texto maldito de um dos mais admiráveis dramaturgos do século XX.
“Camino Real” é um beco sem saída rodeado pelo deserto de onde, ocasionalmente, se poderá escapar para o mundo exterior. Segundo o autor Tennessee Williams: “nada mais que a minha conceção do mundo e dos tempos em que vivemos”.

Sinopse

O Camino Real é um estado policial, um pesadelo que inventámos à nossa medida e de onde não poderemos escapar.
Personagens da história e da literatura – Dom Quixote, Casanova, Camille e Lord Byron – habitam um lugar onde a corrupção, a inércia, a indiferença e a ganância paralisaram qualquer um que tentasse escapar. Dividem-se entre dois Hotéis, separados por uma praça, que no seu centro tem uma fonte seca.
Chega, e era esperado, Kilroy – um jovem com “um coração tão grande quanto a cabeça de um bebé. Um coração de ouro puro”.
Kilroy é roubado, enganado, quase desiste…
Poderão as violetas quebrar as rochas?

Ficha artística e técnica

Direção artística_ Rui Ramos I Coordenação Oficina de Teatro Serpa_ Filipe Seixas I Encenação_ Bárbara Soares, Filipe Seixas, Rui Ramos e Sandra Serra I Tradução_ António Conde I Cenografia e figurinos_ Bruno Guerra I Assistência cenografia e figurinos_ Ana Vilhena I Construção cenografia_ Ivan Castro I Direção musical_ Ariel Rodriguez I Música original e ambientes sonoros_ Ariel Rodriguez e Pablo Velez I Direção técnica e Desenho de luz_ Filipe Seixas I Design gráfico_ Ana Rodrigues /Workhouse I Fotografia_ Fabrice Ziegler I Direção produção_ Sandra Serra I Produção executiva_ Hugo Fernandes I Operação técnica_ Francisco Pepe Jorge e Hugo Fernandes.

Elenco _ Ana Paula Cardoso, Alexandre Santos, André Espada, António Lebre, Antónia Sintra, Ariel Rodríguez, Bárbara Faustino, Bárbara Soares, Carlos Amarelinho, Carlos Cascalheira, Carlos Gaspar, Conceição Paixão, Cristiana Moreno, Daniel Veiga, Diogo Santana, Fátima Mestre, Luís Ferreira, Francisco Féria, Francisco Moquenco, Filipe Seixas, Francisco Elias, Francisco Mira, Gracinda Mangas, Isabel Ornelas, Joana Penado, João Correia, José Gato, José Manuel Laranjeira, José Reis, Leonor Basílio, Manuel Cavaco, Manuel Lobo, Manuel Saião, Mariana Cavaco, Mariana Fonseca, Margarida Elias, Marisela Terra, Pablo Velez, Palmira Rodrigues, Paula Soares, Pedro Ramos, Rafael Costa, Rui Ramos, Sandra Serra, Susana Romão, Telma Saião e Teresa Pizarro

O CAMIN(H)O

Isolamo-nos. Ilhas. Individuais. Muros…Tudo nos puxa para isso. Parece inevitável esse Caminho. Todos os dias nos vendem esse Caminho. Mas talvez exista uma alternativa. Um outro caminho. Parece-nos a nós, Baal17, e sempre assim foi, que a solução está na comunidade. Na união. À mesa.
O teatro é a nossa ferramenta e com ela trabalhamos.
Com o mesmo afinco outros trabalham, no cante, na música, no desporto, artistas individuais, no associativismo, que a todos nos junta. Tanta coisa que fazemos que nem sabemos.
É possível que nós, os que aqui vivemos, não tenhamos essa perceção. Temos? Não, não temos. Mas verdade seja dita, no que toca à Cultura, Serpa é percursora e criadora de “tendências”. Temos na nossa cidade, na nossa comunidade, todas as condições para sermos felizes.
A identidade de Serpa dificilmente se explica em palavras, sente-se, todos nós sentimos essa identidade. Não é verdade? E quem nos visita sente-o também.
Mas achamos nós, Baal17, que nos falta “um bocadinho assim…”.
Falta-nos dialogar, falta-nos uma união, faltam oportunidades para nos sentarmos à mesa. Juntos, tudo será mais divertido.
É aqui que aparece o nosso “Camino Real”.
É apenas mais um momento para nos encontrarmos. Para discutir ideias. Para encontrar consensos. Uniões. Para nos/vos divertirmos.
E o resto são cantigas.

A Baal17