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Posted by  in Espetáculos

A Baal 17 esteve no passado dia 13 de Junho no Teatro Municipal Pax Julia em Beja.

O Senhor H do blogue http://ireflexoes.blogspot.com/ escreveu o seguinte:

“Uma excelente noite de sábado. Para ver este estupendo espectáculo quase que valeu a pena ficar a assar em Beja durante os feriados!
A culpa foi da Sandra Serra que me fez o amável convite para ir assistir ao espectáculo, com direito a pagar o bilhete e tudo. Apesar de escrevermos para o mesmo jornal não a conheço: mas espero realmente que seja feia, porquanto era injusto para as outras mulheres que além de representar bem, ser inteligente e escrever excepcionalmente bem, ainda fosse gira! E se insistir em ser bonita, espero que pelo menos tenha a decência de ser vítima de violência conjugal!
Uma introdução na rua para animar o público e a primeira grande surpresa: o espectáculo foi na sala principal do Pax Júlia. Aplaudo de pé que se abra a sala principal para a arte cénica feita em Beja! (Beja, que para mim não é a cidade, nem sequer o concelho, mas o Distrito).
Porque não sei as razões porque o dia escolhido para o espectáculo foi hoje, abstenho-me de comentar o óbvio! Mas apesar de tudo, estavam mais pessoas no Pax que no Modelo, durante a hora do calor.
Não falamos apenas de um grande espectáculo para uma companhia de provincia: falamos de um excepcional trabalho, que pode ser apresentado nas melhores casas do País e ser uma razão de orgulho para os alentejanos!
Porque quem assistiu saiu satisfeito! Minto! Quem assistiu saiu muitíssimo satisfeito. E enriquecido com um espectáculo inteligente e maduro! Apesar de eu ser suspeito, porquanto os leitores sabem que gosto de qualquer coisa onde apareçam mulheres com meias de ligas!
Não vou comentar os “quadros” porque não é uma área que domine e não gosto de opinar do que não sei! Mas dois ou três quadros são muito bons, destacando um monólogo sobre as pessoas que se queixam e dizer mal dos outros! Excelente texto, soberba interpretação! De um actor com um talento inato e físico para o humor (apesar de quando apareceu de vestido azul, me fez lembrar uma ex-namorada, o que diz muito de mim e do meu triste passado!)
Para quem não assistiu, falamos de uma mega produção feita com pouco dinheiro (parece um paradoxo, excepto para quem acredita na virtude do trabalho e em lutar pelos sonhos), que mistura teatro, com musica, dança, magia, cor, som, tudo feito de forma tremendamente profissional, com um extenuante ritmo, sem falhas, sem quebras!
Não tenho ciência para me pronunciar sobre as músicas, mas um dos momentos musicais foi absolutamente extraordinário!
E, sem piadas tolas, uma palavra para a parte quase final, para um excelente momento de sensualidade e erotismo: não sei o nome da artista, mas fê-lo de forma excepcional, num momento sempre difícil para quem o realiza. Duvido que algum espectador tenha ficado sem uma reação!
Termino com uma crítica: é absolutamente inaceitável que se fumem em palco três cigarros, na sala principal do Pax Julia, num local onde é absolutamente proibido fumar, provocando sensações muitissimo desagradáveis nos espectadores! Especialmente num gajo que estava lá sentado, morto por ir fumar um cigarro!

PS – Era um crime de lesa cidade, o espectáculo não regressar num dia para pessoas normais!”

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