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Smooth Cabaret, criação coletiva criada em residência artística no 8.º Festival Noites na Nora (2007)

Smooth Cabaret…um espectáculo muito bonito…e muito smooth, que é como quem diz, assim a dar para o lento.
Em Smooth Cabaret fala-se inglês, ou melhor, fala-se inglês macarrónico. Porquê? Ora, porque é o desenvolvimento, a aldeia global, as novas tecnologias, a profundidade artística, o moderno, o bom, o fixe. Neste Cabaret invertemos a lógica, o inglês é a língua mãe e o português a língua estrangeira fixe.
Em Smooth Cabaret convivem smootamente (primeiro exemplo do que chamamos inglês macarrónico) “os” grandes empreendimentos do Alentejo, concluídos, em fase de conclusão, em processo de instalação, ou em processo de imaginação – como a Central Fotovoltaica de Brinches, Alqueva, o Aeroporto de Beja, o IP8 ou o Hollywood Alentejano – com outros intrinsecamente nossos (com a lot de capital espanhol) como o Azeite e o Vinho, o Porco Preto ou o Cante Alentejano.
E se existe a ideia feita de que o povo alentejano é smooth, let´s pensemos. Smooth é o desenvolvimento que teima em não chegar cá, nós só lhe acompanhamos o ritmo, enquanto enfaixamos os “nossos” empreendimentos, as nossas misses Alentejo, e as avistamos lá ao longe, e elas esticando-nos a mão e…nada, nothing. Mal comparado, será como as whores (esta é melhor ir ver ao dicionário, because of dos menores) sentadas à espera de clientes, belas e desenvolvidas, e eles que não chegam. E aqui andamos smootamente, e qualquer dia vêem os chineses e ficam com tudo: whores, Alqueva, aeroporto.
E tudo passará, talvez nessa altura rapidamente. Like a ilusion.

Direção _Rui Ramos
Interpretação_ Rui Ramos, Marco Ferreira, Rui Garcia, Telma Saião, Sandra Serra, Pedro Ramos, Susana Romão, Ana Baptista, Aline Catarino, Patrícia Vito, Luís Manhita, Eduarda Espernega e Nuno Faísca


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