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Posted by  in Espetáculos

“Tráfico”, de Carlos Santiago,serve-se do humor negro para uma leitura satírica da atualidade, tomando por referência irónica a “Medeia”, de Eurípedes.

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Foto promocional@Rui Cambraia

Uma mulher obscura, Medeia, dirige um Hotel singular. No Hotel Balneário Olimpo oferecem-se curas de stress a traficantes necessitados de descanso e repouso. Na realidade, o negócio esconde um propósito mais maquiavélico do que a satisfação das necessidades terapêuticas do crime organizado: a vingança, traçada com paixão pela protagonista, contra aqueles que a traíram.Num mundo corrompido pelo poder e pelo dinheiro, traficantes de toda a espécie pululam entre nós. De todo o tipo, de todas as coisas, de muita gente. Com o pano de fundo da crise e da deriva do capitalismo, “Tráfico” serve-se do humor negro para uma leitura satírica da atualidade mundial (a que Portugal não é alheio). Uma comédia trágica, crua e obscena, onde o sangue flui sem contenção.


Porquê este espetáculo?

O palco é para nós um local de reflexão, de provocação, de análise crítica sobre quem somos e qual é o nosso papel na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada. Falar do mundo, não do mundo que nos rodeia, mas sim, do mundo que nos controla, domina e oprime, foi o mote para a criação deste espetáculo. Falar da atualidade neste início de século, onde tudo se trafica, se vende, se compra, sem qualquer pudor ou preocupação humanista, longe dos olhares das pessoas.Vamos traficar a nossa arte à vista de todos, numa coprodução da BaaL 17 e do AL Teatro, realizada ao abrigo do Acordo Tripartido entre as duas companhias e a Direção-Geral das Artes / Ministério da Cultura e os Municípios de Serpa e Silves. “Tráfico” só foi possível pondo em prática outra das nossas convicções, a cooperação, forma de potenciar o desenvolvimento, não só das duas estruturas, mas do mundo em que vivemos.


teaser vídeo Dossiê de imprensa

Texto _ Carlos Santiago I Encenação e dramaturgia _ Chiqui Pereira I Interpretação_ Bárbara Soares, Filipe Gonçalves, Filipe Seixas, Pedro Ramos e Rui Ramos I Cenografia e figurinos _ Bruno Guerra I Desenho de Luz _ Nuno Borda d’Água I Música _ Tango Paris I Fotografia _ Baal17, José Ferrolho e Rui Cambraia I Design gráfico _ Ana Rodrigues/Workhouse I Vídeo _ Baal17 (teasers) e VideoPlanos/Produções Audiovisuais I Operação técnica _ Hugo Fernandes e Nuno Borda d’Água I Construção de cenário _ Ana Rodrigues e Ivan Castro I Costura _ Alda Cabrita I Preparação física _ Carlos Gaspar/Boxerpa I Direção de produção _ Sandra Serra I Gestão _ Pedro Ramos e Rui Ramos I Comunicação _ Hugo Fernandes e Sandra Serra I Produção executiva_ Hugo Fernandes.

Classificação_ M/16 anos | Duração_ 80 minutos

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